Com cinco indicações, Brasil sai do Oscar de mãos vazias; Wagner Moura não ganhou a estatueta “melhor ator”
A noite mais esperada pelos fãs de cinema, o Oscar 2026, aconteceu neste domingo (15), diretamente de Los Angeles, com apresentação do comediante Conan O’Brien, mas sem muitos motivos para o Brasil dar risada. O país, que concorria em cinco categorias diferentes, precisou se contentar só com as indicações históricas mesmo, pois saiu de mãos vazias da cerimônia.
O mais perto do palco que o Brasil chegou foi com Wagner Moura, que subiu lá apenas para entregar a estatueta de direção de elenco, uma categoria que foi novidade da cerimônia deste ano.
Ele representou os atores de O Agente Secreto no quesito junto com Paul Mescal, Gwyneth Paltrow, Chase Infiniti e Delroy Lindo, cada um de um longa indicado. Mas o brasileiro Gabriel Domingues, infelizmente, não venceu. O prêmio foi para Cassandra Kulukundis, de Uma Batalha Após a Outra.
A segunda derrota do Brasil veio na categoria de fotografia, entregue por Demi Moore (rival de Fernanda Torres no ano passado). Adolpho Veloso concorria por Sonhos de Trem, mas nem o marketing da Netflix foi capaz de parar o fenômeno Pecadores, dando a vitória para Autumn Durald Arkapaw.
Na categoria filme internacional, apresentada por Priyanka Chopra Jonas e Javier Bardem, não deu O Agente Secreto, superado pelo norueguês Valor Sentimental, favorito da categoria. Se o Brasil vencesse no quesito, seria a primeira vez que o mesmo país leva em dois anos consecutivos desde 1988 –Ainda Estou Aqui tinha sido premiado na edição do ano passado.
Wagner Moura também não levou o Oscar de melhor ator, entregue por Adrien Brody, vencedor do ano passado. A estatueta ficou com Michael B. Jordan, de Pecadores, que havia assumido o favoritismo nas últimas semanas.
Nos momentos finais da noite, Ewan McGregor e Nicole Kidman apresentaram o Oscar de melhor filme, que tinha O Agente Secreto entre os concorrentes. Mas a vitória ficou com Uma Batalha Após a Outra, consagrando a obra de Paul Thomas Anderson –e deixando o Brasil chupando o dedo e celebrando apenas as cinco indicações e a presença dos talentos nacionais entre os grandes de Hollywood.
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