Contra CPMI do banco Master, Haddad cita politização e diz que “Comissão pode beneficiar criminosos”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a politização do caso envolvendo o Banco Master pode acabar beneficiando criminosos e enfraquecendo as instituições. A declaração foi dada nesta quarta-feira (29), durante entrevista à imprensa, ao comentar a proposta de criação de uma CPMI para investigar o escândalo.

Haddad ressaltou que o trabalho das autoridades deve ser conduzido com foco na responsabilização de quem cometeu irregularidades, independentemente de vínculos políticos, religiosos ou partidários. Segundo ele, a tentativa de levar o debate para o campo político desvirtua o objetivo principal da investigação.

“Se você quer a verdade, não importa de que igreja a pessoa é, de que partido é. Vai lá e pune. Pune quem tiver que ser punido”, afirmou o ministro.

O titular da Fazenda destacou que a punição correta dos responsáveis fortalece as instituições democráticas e não o contrário. Para Haddad, quando há rigor na apuração, ganham o Estado, os órgãos de controle e a própria democracia.

“Isso fortalece as instituições: fortalece o partido, a igreja, o Supremo, a Receita, a polícia”, disse.

Ao comentar a possibilidade de uma CPMI, Haddad avaliou que há um movimento da oposição para vincular o caso ao governo federal, o que, na sua visão, representa um risco de pré-julgamentos. Ele alertou que julgamentos antecipados baseados em encontros políticos ou doações de campanha não contribuem para a busca da verdade.

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