Controvérsia no RN: Empresa de limpeza assume contrato milionário do SAMU após falha em órgão federal
O Governo do Rio Grande do Norte homologou a empresa Proseg Consultoria como responsável por mais de 14 mil plantões médicos anuais no SAMU, em um contrato de R$ 16,9 milhões. A decisão levanta questionamentos técnicos e éticos: apenas três meses antes, a mesma empresa foi alvo de rescisão contratual no MPF em Goiás por não cumprir obrigações básicas em um serviço de limpeza. Além do histórico negativo, concorrentes apontam que o atestado de capacidade técnica apresentado pela Proseg, referente à pequena cidade de Princesa Isabel (PB), seria insuficiente para garantir o atendimento em 91 municípios potiguares.
Contraste de Operações
Em outubro de 2025, a Procuradoria da República em Goiás comunicou a rescisão unilateral do contrato com a Proseg. O serviço, que a empresa não conseguiu manter, consistia na limpeza e conservação da sede do órgão em Goiânia, incluindo fachadas de vidro e espelhos d’água.
Apenas três meses após o incidente, em janeiro de 2026, a mesma empresa venceu o pregão eletrônico da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap). O novo desafio é consideravelmente maior: a gestão do maior serviço de urgência potiguar, que atende 1,75 milhão de pessoas em 91 municípios, operando com unidades de suporte avançado e serviço aeromédico.
Posicionamento dos citados
A Sesap defendeu a legalidade do processo, afirmando que a homologação não equivale à assinatura do contrato e que a empresa ainda precisará comprovar a disponibilidade de médicos para o serviço.
Até o momento, não constam registros de punição formal da empresa nos cadastros nacionais de empresas inidôneas (CEIS), o que, tecnicamente, permitiu sua participação no certame. A Proseg ainda não se manifestou.
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