Curso gratuito do MEC oferece 1,2 milhão de vagas para formação em educação inclusiva até 2026

O Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), lançou nesta terça-feira (15) o curso “Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva”, com o objetivo de qualificar professores da rede pública para práticas pedagógicas mais inclusivas. A formação é gratuita, 100% on-line e contará com 1,2 milhão de vagas disponibilizadas até 2026.
O lançamento oficial aconteceu por meio de um webinário transmitido pelo canal do MEC no YouTube, reunindo especialistas e representantes de instituições de ensino. A formação terá carga horária de 120 horas e será ministrada através da plataforma AVA, da Capes.
A iniciativa integra a Rede Nacional de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública (Renafor) e conta com a participação de 50 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país. O curso é destinado a profissionais da educação básica das redes públicas municipais, estaduais e federal.
Conteúdo e estrutura da formação
O curso está organizado em quatro módulos principais:
• Direitos Humanos, Diversidade e Educação Inclusiva;
• Desenvolvimento Humano, Ensino e Aprendizagem na Perspectiva da Educação Inclusiva;
• Currículo, Tecnologias e Práticas Pedagógicas Inclusivas;
• Práticas, Recursos e Materiais Pedagógicos Inclusivos na Escola.
A proposta é fortalecer o trabalho docente com foco na valorização das diferenças e na promoção da equidade dentro das salas de aula.
Compromisso com a inclusão e justiça social
Durante o evento, o diretor de Políticas de Educação Especial do MEC, Alexandre Mapurunga, classificou o curso como um marco na formação docente no Brasil. “Essa é a maior iniciativa de formação continuada voltada à educação inclusiva já realizada no país. Representa um compromisso real com a justiça social e com o direito de todos à educação”, destacou.
Já o diretor de Educação a Distância da Capes, Antonio Amorim, enfatizou o caráter colaborativo do projeto: “O curso foi pensado com base em pesquisas e experiências acadêmicas que valorizam a diversidade como potência. É uma ação que articula ciência, prática e transformação social.”
Mais informações estão disponíveis na página oficial do curso no site do MEC.
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