Estudante fatura R$ 6 mil vendendo confeitos e capas de chuva nas festas de São João de Alagoas: “A gente tava precisando de dinheiro, eu e minha mãe, aí veio a ideia”; Assista

Sorriso no rosto, capa no corpo e lacinho com fitinhas coloridas no cabelo. Com desenvoltura, Junielly Santos, de apenas 22 anos, conseguiu faturar cerca de R$ 6 mil durante o São João de Maceió. Boa de venda e cheia de disposição, viu na chuva uma oportunidade. Sem tendas no estacionamento do Jaraguá, a estudante vendeu mais de 1,2 mil capas de chuva. O dinheiro já tem destino certo: ajudar em casa e pagar a carteira de habilitação.

“Foi uma maravilha, principalmente porque não teve tenda. Se for parar para pensar, tem mais de 100 mil pessoas e não tem 100 mil capas”, afirmou a graduanda em Matemática pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A visão empreendedora veio no início do ano, quando vendeu sanduíche com suco natural durante o carnaval no Jaraguá.

“Primeiro ano que comecei a vender. A gente tava precisando de dinheiro, eu e minha mãe, e teve essa ideia porque é uma movimentação rápida”, contou ao 7Segundos enquanto atendia os clientes. Ela montou o que chame de “baleiro” – um tabuleiro com pastilha, goma de mascar e cigarros, onde ela deixa o celular com a lanterna acesa para que os clientes enxerguem os produtos. A ideia deu tão certo que a mãe, desempregada, também montou um.

E a família vai se revezando. “Eu fico aqui um tempinho, depois deixo minha prima e vou lá para frente vender capa. A concorrência das capas é grande, porque o pessoal começa a vender já nos ônibus, pela janela”. Mas ela não se intimida. Vai concorrer com os outros vendedores.

Com a enorme quantidade de gente no Polo Carlos Moura, ela percebeu que precisava investir no negócio. “Aceito PIX, cartão e dinheiro, mas estou trabalhando mais com dinheiro, porque a internet aqui é ruim. Só percebi isso no terceiro dia. Hoje comprei uma maquininha de cartão para tentar facilitar, mas não deixei de vender; ontem peguei uma emprestada e o negócio não parou”.

Sem nunca ter tido carteira assinada, ela é uma vendedora multifacetada. “Vendo O Boticário, Eudora, prata, roupa. Ia comprar em Caruaru, mas achei um fornecedor daqui e não viajo mais. Sempre fui me virando assim, com vendas”.

Show do Nadson

A expertise de empreendedora foi testada no dia do show de Nadson, o Ferinha, com o Jaraguá lotado. “Faltou capa no dia de Nadson. Peguei um mototáxi, paguei R$ 80,00 e fui buscar mais capas em Rio Largo para vender aqui. Compensou muito”.

Jovem, mas consciente, ela tenta conciliar o trabalho com lazer. “Aproveitei mais as vendas. A gente curte [o show] vendendo na frente do palco. Meu namorado vem e me faz companhia e ajuda nas vendas”, explicou a estudante, que disse ainda: “Vou estender mais três dias e trabalhar no Benedito Bentes”.

Para ela, não tem tempo ruim e afirma que é preciso deixar o comodismo de lado para sobreviver. “Muitos estão acomodadas a não fazer nada e têm medo de arriscar. Às vezes tem medo, não tem incentivo, não tem um pai que apoie o empreendedorismo”.

Escreva sua opinião

O seu endereço de e-mail não será publicado.