Ex-líder antivacina expõe arrependimento: ‘tomei as duas doses’
Aos 47 anos, o médico italiano Pasquale Bacco, ficou conhecido mundialmente por ser um dos principais líderes do movimento antivacina na Itália.
Em cerca de dois anos, visitou 300 praças no país para realizar seus discursos negacionistas, que incluíam frases como “há água de esgoto nas vacinas”, “os caixões de Bergamo estão todos vazios” e “ninguém morreu de Covid. No início deste ano, veio a público dizer que se arrependera da postura e passou a defender a imunização.
Em entrevista ao GLOBO por Skype, de Nápoles, ele conta o episódio que o levou a mudar de ideia de forma tão drástica. Explica por que defendia o movimento antivacina e como se tornou um de seus principais líderes e afirma que, hoje, seu objetivo é passar a mensagem que o vírus mudou e que a vacinação é o caminho para o retorno a uma vida normal.
Por que o senhor defendia o discurso antivacina?
Eu defendia os antivacina porque eu realmente acreditava nisso. Eu tinha tantas perguntas [sobre a vacina], mas ninguém escutava nem dava respostas. Naquela época, todos os médicos tinham dúvida. Além disso, em especial na fase inicial da pandemia, eu vi muitas pessoas morrerem, a maioria idosos com muitas comorbidades. Nunca tinha visto jovens morrerem. Por isso eu dizia todas essas coisas. Eu apenas contava o que eu estava vendo.
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