Fungo super-resistente é confirmado em paciente internado em Natal

A presença do fungo Candida auris em um paciente internado em Natal foi confirmada por exame genético realizado em São Paulo, reforçando o alerta para a vigilância hospitalar no RN. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e valida o diagnóstico inicial feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen/RN), no fim de janeiro.
O paciente está internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da Polícia Militar, na capital potiguar. Segundo a Sesap, ele permanece em condição clínica estável e segue em tratamento da doença que motivou a internação. Até o momento, não há sintomas relacionados à infecção pelo fungo.
O envio da amostra para um laboratório de referência em São Paulo faz parte do protocolo nacional definido pelo Ministério da Saúde para confirmação definitiva do Candida auris. O sequenciamento genético é considerado a etapa final para validar a identificação do microrganismo, devido à complexidade do diagnóstico.
A Sesap reforçou que o caso está sendo acompanhado conforme os critérios de vigilância epidemiológica e que todas as medidas de controle recomendadas foram adotadas no ambiente hospitalar.
Por que o Candida auris preocupa
O Candida auris é classificado como um fungo de alto risco em unidades de saúde. Ele chama atenção por apresentar resistência a diversos antifúngicos e por conseguir sobreviver por longos períodos em superfícies hospitalares, o que aumenta o risco de transmissão, especialmente entre pacientes internados.
Por esse motivo, a identificação do fungo exige comunicação imediata às autoridades sanitárias e monitoramento rigoroso, mesmo quando não há sintomas clínicos evidentes.
Situação no Brasil
No país, o primeiro registro de Candida auris ocorreu em 2020, na Bahia, após um surto hospitalar que atingiu 15 pacientes. Desde então, novos casos foram identificados em diferentes estados brasileiros.
De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre 2020 e novembro de 2025, o Brasil contabilizou 22 surtos e 134 casos confirmados do fungo, reforçando a necessidade de atenção contínua dos sistemas de saúde.
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