Governo Lula mantém sigilo sobre pesquisas de opinião encomendadas pela Secom, mas divulga dados de levantamento feito na gestão Bolsonaro

O governo Lula (PT) decidiu manter em sigilo as pesquisas de opinião encomendadas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) desde 2023, com a justificativa de que são “documentos preparatórios” e que a divulgação antecipada poderia prejudicar propostas de governo em andamento, além de permitir manipulação da opinião pública. A Controladoria-Geral da União (CGU), por meio de parecer, concordou com esse posicionamento e afirmou que essas pesquisas só poderão ser divulgadas ao final do mandato ou quando as políticas públicas relacionadas forem implementadas.
Por outro lado, a CGU determinou que as pesquisas realizadas durante o governo Bolsonaro (PL), em 2022, sejam divulgadas. Essa decisão marca uma mudança na postura da CGU, que anteriormente havia indicado a manutenção do sigilo para todos os levantamentos, incluindo os feitos antes de 2023. A Secom deve liberar os resultados das pesquisas de 2022 ainda no primeiro trimestre de 2025.
O total gasto com essas pesquisas foi significativo: a Secom pagou R$ 13 milhões por 33 levantamentos realizados entre 2022 e 2024. Dentre os levantamentos encomendados, muitos abordaram temas como o Auxílio Brasil, programas sociais e o perfil da população brasileira, enquanto o governo Lula se concentrou em temas como diagnóstico de políticas públicas, avaliação do governo e situações como os ataques de 8 de janeiro de 2023.
A Secom também defendeu o sigilo das pesquisas de Lula citando uma portaria que restringe a divulgação de informações que possam causar mais danos à sociedade do que benefícios. O debate sobre a transparência dessas pesquisas continua, com a CGU adotando uma postura mais rigorosa sobre os dados coletados durante o atual governo, o que está gerando críticas sobre o acesso público às informações.
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