Janja passou uma semana no Japão sem agenda oficial; Lula chega ao país com 11 ministros, Hugo Motta, Alcolumbre e vários empresários do Brasil

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, chegou ao Japão quase uma semana antes do presidente Lula, mas não cumpriu compromissos oficiais, pelo menos até no último sábado, 22, quando o petista embarcou aqui no Brasil para a viagem.

Janja viajou com a equipe precursora, responsável por preparar a chegada do presidente, e ficou hospedada na embaixada do Brasil em Tóquio. Segundo sua assessoria, a ida antecipada não teve caráter pessoal, mas foi planejada para uma agenda que acabou sendo adiada.

Seu primeiro compromisso foi um encontro com mulheres brasileiras no Japão, que inicialmente ocorreria no meio da semana, mas foi remarcado para sábado. 

Críticas da oposição

A antecipação da viagem de Janja ao Japão e ao Vietnã se tornou alvo de questionamentos da oposição. A deputada Julia Zanatta (PL-SC) protocolou um requerimento na Câmara pedindo explicações ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A parlamentar questiona o propósito oficial da viagem, se houve participação em compromissos diplomáticos ou institucionais e se a primeira-dama utilizou recursos públicos ou aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para seu deslocamento. Janja não possui cargo formal no governo.

Enquanto Lula cumpre agenda na Ásia, Janja seguirá para Paris na terça-feira, 26, onde representará o Brasil na Cúpula Nutrição para o Crescimento, a convite do governo francês. Ela retorna a Brasília em 30 de março, um dia após a chegada do presidente.

A agenda de Lula no Japão

O presidente Lula desembarcou em Tóquio nesta segunda-feira, 24, para uma visita de Estado a partir do dia seguinte. O foco da viagem será a negociação de um acordo entre Japão e Mercosul e a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.

O petista viajou acompanhado de 11 ministros e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Mais de cem empresários brasileiros também estão no país à espera de avanços comerciais.

Segundo o jornal japonês Nikkei, porém, as negociações do acordo com o Mercosul devem ser adiadas, pois o governo japonês ainda não tomou uma decisão sobre o tema. 

Escreva sua opinião

O seu endereço de e-mail não será publicado.