“Mas não diga nada que me viu chorando, e pros da pesada, diz que vou levando”
Em uma das últimas vezes que estive com o professor Felipe, ainda estávamos chorando a partida do professor Mário Trajano. Vicente Elísio pediu para ele pegar o violão e tocar alguma música em homenagem a Mário. Saiu Samba de Orly:
“Vai, meu irmão
Pega esse avião, você tem razão
De correr assim desse frio
Mas beija o meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro lance mão
Pede perdão pela duração
Dessa temporada
Um tanto forçada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada diz que vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder, me manda
Uma notícia boa
Pede perdão pela omissão
Um tanto forçada, mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada diz que vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder, me manda
Uma notícia boa”
Hoje, ao saber da partida prematura de Felipão, os versos me vieram à mente: “mas não diga nada, que me viu chorando, e pros da pesada, diz que eu vou levando.
Descansa em paz, meu amigo.
Síldilon Maia
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