Número de doadores de medula óssea cresce no RN, mas desafios persistem entre os jovens

O número de cadastros de doadores de medula óssea no Rio Grande do Norte quase dobrou em 2024, passando de 572 em 2023 para 1.074 no primeiro semestre deste ano — um aumento de 88%, segundo o REDOME. A medula óssea é essencial no tratamento de cerca de 80 doenças, como leucemias e linfomas, e o crescimento do cadastro reflete o esforço de campanhas de conscientização e da ampliação da estrutura de transplantes no estado, que agora conta com centros especializados em Natal.
Apesar do avanço, especialistas alertam que a falta de informação e os mitos sobre a doação, especialmente entre os jovens, ainda são obstáculos. De acordo com Roseli Cortez, presidente da HATMO-RN, muitos só despertam para a importância da doação após os 40 anos, quando já estão fora da faixa etária permitida para o cadastro. Além disso, práticas estéticas como tatuagens e procedimentos invasivos podem adiar temporariamente a possibilidade de doação, dificultando o engajamento contínuo desse público.
Histórias como a de Bernardo, de 14 anos, que mobilizou milhares de pessoas nas redes sociais em busca de um doador compatível, e de Rogéria, que teve a vida salva por um doador fora da família, mostram o impacto direto desse gesto de solidariedade. Com 53 pessoas ainda na fila de espera por um transplante no RN, o Hemonorte reforça a importância da campanha “A vida deve ser compartilhada”, que terá seu Dia D de cadastramento no sábado, 17 de maio.
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