Obras na Ponte de Igapó geram transtornos e congestionamentos; conclusão é esperada para maio de 2025

Em execução há quase um ano e seis meses, as obras na Ponte de Igapó continuam provocando grandes transtornos para motoristas que dependem da via para deslocamentos entre a zona Norte e outras regiões de Natal. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) mantém a previsão de entrega para maio deste ano, mas não informou o percentual atual de conclusão das intervenções, que seguem concentradas no sentido Centro/zona Norte.

Durante as obras, o lado oposto da ponte funciona em mão e contramão, reduzindo o espaço para o fluxo de veículos e gerando congestionamentos ao longo de todo o dia. Para muitos motoristas, como Francisco Teixeira, de 61 anos, que trabalha por aplicativo, a solução é evitar o trecho. “Percursos que antes levavam 20 minutos agora demoram quase uma hora”, relata.

Wallace Lima, de 32 anos, morador da Moema Tinoco, na zona Norte, utiliza a Ponte Newton Navarro sempre que possível para escapar dos congestionamentos. “Ainda bem que tenho essa alternativa, porque a situação na Ponte de Igapó só piora. O trânsito ali é terrível”, afirma.

Já Manoá Jessemiel, de 26 anos, também motorista por aplicativo, destaca que o tempo perdido nos congestionamentos afeta diretamente seu trabalho. “Se preciso pegar a Ponte de Igapó às 8h, perco cerca de 50 minutos para atravessar”, explica. Ele ressalta que nem sempre é possível usar rotas alternativas, já que isso pode aumentar significativamente o custo das corridas para os clientes.

As obras, iniciadas em setembro de 2023, incluem restauração de estacas, pilares, vigas e blocos, além de melhorias no asfalto e reforço estrutural. Inicialmente previstas para durar 18 meses, as intervenções foram prorrogadas, com previsão de término em maio de 2025. O custo total da obra é de R$ 20,8 milhões e, para facilitar o tráfego, há restrição de veículos de passeio nos horários das 6h às 8h, priorizando o transporte público.

Enquanto os serviços não são concluídos, motoristas e moradores seguem enfrentando congestionamentos, atrasos e incertezas sobre o impacto a longo prazo na mobilidade urbana.

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