Oito vereadores retiram apoio à CPI contra o Padre Lancellotti; mesmo assim a proposta segue. Entenda
elo menos oito vereadores da cidade de São Paulo retiraram o apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que mira a atuação do padre Júlio Lancellotti e de organizações não governamentais no centro da capital paulista. São eles: Thammy Miranda (PL), Sidney Cruz (Solidariedade), Xexéu Tripoli (PSDB), Sandra Tadeu (União Brasil), João Jorge (PSDB), Dr. Nunes Peixeiro (MDB), Beto do Social (PSDB) e Dr. Milton Ferreira (Podemos).
A retirada de apoio faz com que a proposta de criação da CPI perca força política na Câmara Municipal, mas não enterra ela de vez. Isso porque o requerimento de criação da CPI já foi protocolado no Legislativo paulistano — não havendo, portanto, como os parlamentares retirarem suas assinaturas (a não ser de maneira simbólica, como muitos fizeram).
O regimento interno da Câmara prevê o funcionamento simultâneo de, no mínimo, duas CPIs e, no máximo, cinco. Hoje, o Legislativo paulistano acumula três CPIs em andamento (Enel, Furtos de Fios e Cabos e a que investiga a violência contra a mulher).
A escolha dessas comissões se dá por consenso entre os representantes das bancadas e o presidente da Casa, no chamado “colégio de líderes”. Após a definição , vota-se a criação da CPI em plenário. Para aprová-la, são necessários 28 votos favoráveis.
Toda a esquerda, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, saíram em defesa do sacerdote paulista.
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