Marina Silva propõe incluir a tilápia na lista de “espécies invasoras”, e provoca mais confusão do que solução; entenda
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou aos holofotes ao apoiar a inclusão da tilápia na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio) como espécie exótica invasora — numa iniciativa que, segundo o governo, visa dar “caráter técnico e preventivo” à conservação ambiental.
O que está em jogo
- A tilápia (Oreochromis niloticus) é uma espécie exótica no Brasil, originária da África/Médio Oriente, mas produzida em larga escala no país para aquicultura.
- Em 2024, a produção nacional atingiu cerca de 662,3 mil toneladas — equivalente a 68% de toda a piscicultura brasileira.
- A Conabio propõe listar essa espécie como “invasora” por seu potencial de fuga para ambientes naturais, competição com espécies nativas, alteração de ecossistemas aquáticos etc.
Críticas e contradições
Enquanto o discurso oficial busca proteger a biodiversidade, a medida gera forte reação no setor produtivo e levanta algumas contradições — as quais merecem destaque:
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