Porto de Natal é habilitado para exportação de animais vivos e consolida nova frente de negócios

O Rio Grande do Norte alcançou mais um marco estratégico para o fortalecimento da sua agropecuária e da economia estadual. O Porto de Natal foi oficialmente habilitado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para realizar operações de exportação de animais vivos, consolidando uma nova frente de negócios para o setor produtivo potiguar e posicionando o Estado como importante corredor logístico do agronegócio nordestino.
A habilitação foi concedida após a conclusão das vistorias técnicas realizadas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), que atestou o cumprimento integral de todas as exigências sanitárias, operacionais e estruturais necessárias para a movimentação de cargas de interesse agropecuário.
Com a autorização, o Porto de Natal passa a estar apto para operações de embarque e desembarque de bovinos, ovinos, equinos e suínos, ampliando significativamente as oportunidades de inserção do Rio Grande do Norte nos mercados internacionais de proteína animal.
A expectativa é que a primeira operação ocorra nos próximos dias, em caráter de teste, com o embarque de aproximadamente 3.300 animais destinados ao Líbano.
O Estado já conta com uma infraestrutura preparada para atender essa demanda, incluindo duas Estações de Pré-Embarque (EPEs) credenciadas junto ao Ministério da Agricultura, localizadas em Alto do Rodrigues e São Gonçalo do Amarante.
Para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), a habilitação representa um avanço importante na estratégia de diversificação econômica e fortalecimento da competitividade do setor agropecuário potiguar.
“O credenciamento do Porto de Natal para exportação de animais vivos é uma conquista que fortalece toda a cadeia produtiva da agropecuária do Rio Grande do Norte. Trata-se de uma nova oportunidade de negócios para produtores, transportadores, prestadores de serviços e para a economia como um todo. Essa habilitação coloca o Estado em uma posição estratégica dentro da rota internacional do agronegócio e reforça o potencial do Nordeste como fornecedor de produtos agropecuários para mercados globais”, destaca o secretário adjunto da Sedec, Hugo Fonseca.
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