RN gera 46,82% da capacidade outorgada de energia, diz Aneel
O potencial de geração de energia elétrica no Rio Grande do Norte é um dos principais destaques da economia do estado nos últimos anos. Somente por energia eólica, o RN tem capacidade produtiva de 6,7 Gigawatts (GW) segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Muito disso por conta da localização geográfica, premiada com a passagem dos ventos alísios – importantes também para a produção salineira – que, segundo o geógrafo Rodolfo Alves Pena, são deslocamentos de massas de ar quente e úmido que se realizam de forma concêntrica em direção às áreas de menor pressão atmosférica das zonas equatoriais do globo terrestre.
E estes ventos que sopram em direção às zonas próximas à Linha do Equador interferem na economia do estado. Darlan Santos, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do Rio Grande do Norte (Cerne) aponta que estes ventos circulam em velocidade constante – média – e na mesma direção e tornam favoráveis a produção de energia. “Tudo isso impacta na produção e contribui para que o Rio Grande do Norte seja um bom lugar para a produção de energia eólica”, explica. Mas o potencial total do estado potiguar ainda está longe de ter sido totalmente explorado.
O papel do RN tem parcela significativa na geração de energia eólica no Brasil: o estado é o maior produtor no segmento em todo o país. Segundo um levantamento da Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração (SGC) da Aneel, são cerca de 37,3 GW de potência outorgada nas 14 unidades da federação que produzem energia por meio dos ventos. Mas, na prática, os números de potência fiscalizada pela Agência são diferentes do que o RN é capaz de produzir.
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