Mendonça diz defender a democracia e o Estado laico: ‘Na vida a Bíblia, no Supremo a Constituição’

O indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça disse nesta quarta-feira (1º), em sabatina no Senado, que a democracia no Brasil, ao contrário de outros países, não foi conquistada com “sangue derramado”. A fala desconsidera, por exemplo, mortes e tortura contra opositores do regime militar, que governou o Brasil antes de 1964 até a redemocratização, em 1985.
A Comissão Nacional da Verdade (CNV), órgão instituído pelo governo federal em 2012 para apurar crimes cometidos na ditadura, apontou em seu relatório final que os mortos e desaparecidos pela repressão do regime foram pelo menos 434.
Mendonça deu a declaração ao ser questionado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sobre a opinião dele a respeito de falas antidemocráticas e de apologia ao AI-5, muitas vezes feitas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores em manifestações de rua. Mendonça foi ministro da Justiça e advogado-geral da União do governo Bolsonaro.
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