Programa Cisternas promove acesso à água no Semiárido e na Amazônia
As mudanças climáticas estão intensificando secas, desertificação e perda de biodiversidade. Segundo o fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis/Ufal), meteorologista Humberto Barbosa, isso afeta diretamente a segurança alimentar e aumenta a pobreza.
A situação se agrava com o crescimento de fenômenos como a “seca-relâmpago” – evento climático intenso e rápido, ligado a temperaturas muito altas, que está se tornando mais comum.
O meteorologista observou que as áreas secas e degradadas do Semiárido brasileiro estão recebendo mais radiação de calor e tendo menos formação de nuvens. Como resultado, a diminuição das chuvas e o aumento da aridez em diversos municípios.
“A aridez no Brasil tem aumentado nas últimas duas décadas, representando uma transição de regiões semiáridas para áridas, que abrangem 8% do território nos últimos 20 anos. Além disso, observou-se uma transição de regiões subúmidas secas (como as do Agreste) para semiáridas, correspondendo a um aumento de 55% nesse mesmo período”, revelou Humberto Barbosa.
A alteração nas condições climáticas torna a disponibilidade de água menos previsível e intensifica os episódios de estresse hídrico extremo, uma realidade ainda enfrentada por milhares de brasileiros em pleno 2025.
Em resposta a essa crise, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) tem ampliado os investimentos na instalação de cisternas nas áreas afetadas pelas mudanças climáticas.
Mais >



