Couro Fino usa prefeitura de Jardim de Piranhas para manter projeto da família Macaco

Membro da família Macaco, o atual prefeito Rogério Couro Fino (MDB) tenta renovar seu mandato, mas, principalmente, garantir as benesses públicas destinadas a vários membros de sua família. Como não se consolidou como liderança, o atual prefeito anda na sombra do primo, ex-prefeito Antônio Macaco, que está inelegível, e indicou como vice seu também primo, ex-vereador Luiz Macaco, que é irmão de Antônio. Além disso, precisa garantir a reeleição de outro primo, o vereador Davy Macaco, e do sobrinho Emanuel Marina, que ainda é genro de Antônio Macaco.
A teia familiar dos Macaco só cresce na Prefeitura. Na gestão atual, Rogério indicou a prima Zezé Soares como secretária de Saúde. Como se não bastasse, mantém outros três irmãos de Zezé trabalhando diretamente ou com muito poder dentro da administração: Francisca Soares, atual secretária de Administração, e Ivone Soares, motorista na Secretaria de Saúde, têm cargos diretos. Já João Maria Soares nunca foi nomeado, mas é tido na cidade como secretário de Obras. Pode perguntar a qualquer pessoa da cidade que a resposta é uma só: João Maria Soares é quem manda e desmanda na pasta.
Francisco Soares, secretário de Finanças, é mais um primo de Rogério em sua gestão. Já Otávio Marina, secretário de Meio Ambiente, é outro sobrinho do atual prefeito e também do vereador Emanuel Marina. Soma-se a isso diversos fornecedores da família Macaco que, segundo dizem por Jardim, têm contrato de fornecimento com a Prefeitura.
É preciso tempo e paciência para montar a árvore genealógica dos Macaco na atual gestão do prefeito Rogério Couro Fino, dada a quantidade de parentes e aderentes pendurados nas tetas da Prefeitura. Há quem diga que são incontáveis os membros desta família vagando nos corredores do palácio municipal com cargos de segundo e terceiro escalão, o que é ilegal, segundo a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina regras sobre nepotismo.
De acordo com esta súmula, a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, viola a Constituição Federal.











