Pfizer: ‘Com mais vacinas, intervalo entre doses deve ser reduzido’, diz secretário-executivo do Ministério da Saúde
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse ontem que o intervalo entre a aplicação da primeira e a segunda doses da vacina da Pfizer vai ser reduzido para 21 dias. Atualmente, após ser imunizado com a aplicação inicial, é preciso esperar três meses para a adicional. Ele não informou, porém, quando a mudança vai ser posta em prática.
“Precisa ver qual é o melhor timing disso, mas que vai diminuir, vai”, afirmou Cruz. A contenção da variante Delta é um dos objetivos da estratégia.
“O que nos preocupa muito é a Delta, porque já temos mais de 90 países na qual ela se encontra. Os estudos demonstram que, qualquer que seja a vacina, ela protege contra as formas graves da doença”, reforçou a coordenadora da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite.
A bula do imunizante da farmacêutica americana já recomenda os 21 dias. O governo brasileiro optou por estender o prazo para que o maior número possível de pessoas recebesse a primeira dose — com base em medida tomada pelo Reino Unido.
“Não tínhamos certeza da quantidade de doses de Pfizer que receberíamos neste ano e optamos por ampliar o número de vacinados com a primeira dose. Mas, agora, temos segurança nas entregas e dependemos apenas da finalização do estudo da logística de distribuição interna dos imunizantes para bater o martelo sobre a redução do intervalo da Pfizer para 21 dias. As simulações de logística já estão sendo finalizadas”, afirmou, por sua vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
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