Qualidade do banho em Ponta Negra deverá melhorar ao longo do tempo, diz secretário

O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, defendeu o projeto de engorda de Ponta Negra, em Natal, e garantiu que a qualidade do banho na praia será aprimorada com o tempo. Ele explicou que a inclinação do aterro hidráulico, uma das intervenções do projeto, será ajustada de forma natural, o que deve melhorar a experiência dos banhistas. Em entrevista, o secretário também afirmou que a dinâmica do mar na região, historicamente complexa, não foi alterada pela intervenção.

“Ponta Negra sempre teve uma praia com arrebentações de ondas muito próximas na maré alta. Quanto mais você se aproxima da Via Costeira, menos agitada ela se tornava, com correntes fortes. A engorda foi necessária devido ao processo erosivo intenso”, explicou Thiago, lembrando que o aterro foi uma solução para evitar a perda da areia na praia.

Embora tenha reconhecido o impacto do talude criado pela engorda, o secretário garantiu que o efeito será suavizado com o tempo. “O talude de 3,05 metros de altura, que separa a areia da água, vai se suavizar ao longo dos meses, formando uma rampa mais gradual para a entrada na água”, afirmou. Segundo ele, as simulações matemáticas do projeto indicam que isso tornará o banho mais agradável.

Mesquita também refutou as alegações de que a dinâmica costeira da praia tenha sido alterada pela engorda. “A dinâmica costeira de Ponta Negra continua intensa, como sempre foi. O que temos agora é a discrepância do talude, mas isso será corrigido naturalmente nos próximos meses”, pontuou.

Sistema de drenagem de 30 anos está sendo reformulado

Além da engorda, o secretário detalhou a reformulação do sistema de drenagem de Ponta Negra, que, segundo ele, tem 30 anos de existência. Ele minimizou os problemas pontuais causados pelas chuvas de segunda-feira (13), explicando que os alagamentos não tiveram relação com o aterro, mas com o sistema de drenagem antigo.

“Estamos fazendo um investimento significativo na reforma do sistema de drenagem, com dispersores de energia para evitar que a drenagem do município arraste o aterro hidráulico. O sistema está quase pronto e deve ser finalizado até 31 de janeiro”, afirmou Thiago, ressaltando que o alagamento de quatro horas em um trecho de 100 metros já foi resolvido.

UFRN faz monitoramento contínuo da engorda

O secretário também destacou o trabalho da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no monitoramento ambiental do projeto de engorda. Ele ressaltou a seriedade dos estudos e criticou as narrativas negativas sobre a obra.

“A empresa Caruso, uma das maiores do Brasil na área ambiental, está realizando todos os programas de controle e monitoramento. A UFRN, através da Funpec, continua acompanhando de perto o projeto, respeitando todas as condições ambientais previstas na licença”, afirmou.

Mesquita repudiou críticas sobre possíveis falhas ambientais e garantiu que o projeto está seguro. “Problemas pontuais, como o lago que se formou, têm sido resolvidos. Estamos seguros do projeto e as intercorrências estão sendo tratadas conforme o previsto”, concluiu.

Escreva sua opinião

O seu endereço de e-mail não será publicado.