STF mantém Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF e manda investigar suspeita de falsificação de assinatura

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), feito pela deputada federal Daniela Carneiro (União Brasil/RJ) e por Fernando Sarney, vice-presidente da entidade. A solicitação alegava que a assinatura do ex-vice-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima, usada para homologar um acordo no STF, teria sido falsificada, uma vez que ele estaria em condições de saúde debilitadas desde 2023.
Segundo Gilmar Mendes, o pedido de afastamento é juridicamente incabível, pois os efeitos da decisão cautelar que sustentava a medida já não vigoram. No entanto, o ministro determinou que a Justiça do Rio de Janeiro investigue as suspeitas de falsificação da assinatura e possíveis vícios de consentimento que possam ter comprometido o acordo firmado entre dirigentes da CBF e a Federação Mineira de Futebol.
Esse acordo, homologado pelo próprio STF em fevereiro, havia encerrado a disputa judicial pela presidência da CBF, após a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, em dezembro de 2023, declarou ilegal o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público e a entidade em 2022. Apesar das controvérsias, Ednaldo Rodrigues permanece no comando da confederação.
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