Lindbergh questiona Flávio Bolsonaro sobre supostos repasses e é confrontado no Instagram: Quem pagou o advogado do Adélio?


O líder do governo Lula na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), publicou um vídeo afirmando que apresentará uma notícia de fato à Polícia Federal para pedir a abertura de investigação sobre supostos repasses financeiros envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário André Esteves Vorcaro.

No vídeo, Lindbergh cita notas fiscais emitidas pelo escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro para empresas que, segundo ele, teriam ligação entre si. O parlamentar também afirma que deseja que o senador apresente comprovação dos serviços prestados e faz referência a investigações anteriores envolvendo pessoas ligadas às empresas mencionadas.

Ao longo da gravação, o deputado ainda relaciona os supostos pagamentos a outros episódios envolvendo recursos destinados a um documentário e faz críticas à atuação de Flávio Bolsonaro, afirmando que as explicações apresentadas pelo senador seriam insuficientes.

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Professor de Direito critica trajetória política de Lindbergh e questiona decisão judicial que sustenta seu mandato


O advogado e professor Jeffrey Chiquini, Mestre em Direito e especialista em Direito Penal e Processo Penal, fez duras críticas à trajetória política do ex-prefeito e ex-senador Lindbergh Farias. Em vídeo, o jurista destacou que o petista foi condenado por improbidade administrativa em primeira instância, com a decisão confirmada em segunda instância por órgão colegiado, o que, segundo ele, o enquadraria na Lei da Ficha Limpa como “inelegível e ficha suja”.

Chiquini afirmou que Lindbergh tentou recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para obter uma liminar que revertesse a decisão, mas o pedido foi negado. Em seguida, o professor questionou a legalidade do procedimento adotado pelo político ao conseguir, no plantão judiciário do Rio de Janeiro, uma liminar de um desembargador plantonista que suspendeu os efeitos da condenação e garantiu sua candidatura a deputado federal.

“Olha só, contrariando a decisão do STJ”, ressaltou. Para o jurista, esse episódio expõe falhas no sistema de Justiça e levanta dúvidas sobre como Lindbergh conseguiu se manter na disputa eleitoral, chegando a ocupar espaço de liderança no PT.

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