Carne Fraca: De Brasília, auditores fiscais federais confirmam apoio à Operação

O contato foi feito nessa manhã com o blog Jair Sampaio e auditores confirmam apoio à operação

“Precisamos pressupor a ocupação da chefia por técnicos capacitados, desvinculados de indicações políticas. Estamos cansados de ver casos vergonhosos que ocorrem nas superintendências federais. Muitos estão no cargo para atender a interesses de grandes empresas do setor agropecuário”.

Foi assim que o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, Mauricio Porto, resumiu a principal reinvindicação da categoria. Nesta quarta-feira, 22, um ato público em Brasília, serviu para marcar o apoio dos auditores fiscais agropecuários à operação Carne Fraca e prestar esclarecimentos à população.

Além disso, o presidente lembrou que desde 2012, o Anffa Sindical denuncia que indicações políticas prejudicam o trabalho de fiscalização e contribuem para o aumento dos casos de desvios. São mais de dez processos em tramitação. “Estamos tratando de corrupção, não necessariamente de problemas sanitários”, ressaltou Porto.Mais >

PF diz que propina da ‘Carne Fraca’ alimentava os bolsos do PMDB e PP

Parte da propina paga no esquema desvendado pela Operação Carne Fraca ia para dois partidos políticos, o PMDB e o PP, segundo o delegado Maurício Moscardi Grillo, da Polícia Federal. Em entrevista na manhã desta sexta-feira, ele disse que, embora não fosse possível afirmar para quais políticos o dinheiro era destinado, os autos das investigações  “deixam claro” esse vínculo entre o esquema e as legendas.Mais >

Carne Fraca: Ministro de Temer encrencado

Investigadores da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira 16 contra supostos pagamentos de propinas por frigoríficos a fiscais agropecuários, interceptaram ligação telefônica em que o ministro da Justiça de Michel Temer, Osmar Serraglio, aparece conversando com Daniel Gonçalves Filho, fiscal agropecuário e superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016; Daniel é apontado pela PF como sendo “o líder da organização criminosa”; Serraglio se refere ao fiscal como “grande chefe”; “O cara que está fiscalizando lá apavorou o Paulo, disse que hoje vai fechar aquele frigorífico…Botou a boca. Deixou o Paulo apavorado”, diz o ministro