”Estamos a rumo da Venezuela”, diz Pastor Silas Malafaia ao comentar ação da PF contra deputados do PL


O pastor Silas Malafaia afirmou que o Brasil caminha “a rumo da Venezuela” ao comentar a ação da Polícia Federal contra deputados do PL, classificando o episódio como parte de uma perseguição política à direita e aos conservadores. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele defendeu o deputado Sóstenes Cavalcante, elogiando a postura de vir a público para explicar as acusações e afirmando que “quem não deve, não teme”. Segundo Malafaia, a investigação envolvendo o parlamentar diz respeito a um contrato de aluguel de veículo, prática comum entre deputados, e que estaria sendo distorcida pela imprensa para denegrir a imagem do político. Ele ressaltou que há contratos semelhantes, inclusive de valores maiores, envolvendo parlamentares de outros partidos, sem que isso gere o mesmo tipo de repercussão.

Malafaia ampliou as críticas ao que chamou de seletividade das investigações, citando nomes ligados ao governo federal. Ele cobrou explicações do senador Weverton, vice-líder do governo, sobre a compra de uma fazenda avaliada em R$ 15 milhões, além de mencionar o irmão e o filho do presidente Lula, afirmando que ambos deveriam ser investigados em casos relacionados a denúncias envolvendo aposentados do INSS. Para o pastor, o PT teria atuado para impedir convocações e proteger familiares do presidente, enquanto adversários políticos sofrem exposição e medidas duras.

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O culto aconteceu na noite da última quinta-feira (21), na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, onde ele pregou para os fiéis por cerca de uma hora.

Malafaia descreveu as investigações como uma tentativa de perseguição e afirmou não ter medo de possíveis retaliações.

“Eu não tenho medo de ser preso, eu não tenho medo de ser retaliado. E a pior coisa é você lutar com alguém que não tenha medo naquilo que você quer lutar. Eu não tenho medo de nada disso”, afirmou.

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PF indicia Silas Malafaia por lavagem de dinheiro

O pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo por lavagem de dinheiro. Em 16 de dezembro do ano passado, o pastor foi alvo de mandado de condução coercitiva – quando o investigado é levado a depor e liberado.

A Operação Timóteo investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).Mais >

“Mentiroso, Cachaceiro e Ladrão”, palavras do Pastor Silas Malafaia que rendem contra Lula

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