UFRN retoma aulas nos campi com orçamento 11% menor; confira vídeo

Após dois anos de distanciamento social por causa da pandemia, as aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) retornam amanhã (28) no formato presencial. Para o retorno são esperados cerca de 40 mil estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação entre novatos e veteranos.

Os cerca de 2,4 mil professores e 3 mil servidores técnicos também retornarão em sua integralidade. No entanto, a comunidade acadêmica vai encontrar a UF um pouco diferente, ainda sem o Restaurante Universitário (RU). Por outro lado, a linha circular voltará a funcionar. Para este ano, a UFRN terá uma baixa de 11,3% no orçamento de custeio.

Apesar dos impasses envolvendo questões centrais da universidade, o reitor José Daniel Diniz afirma que o cenário é animador por poder reabrir as portas da universidade aos estudantes. “É o momento de dar boas vindas aos que estão chegando agora, dizer que é uma alegria, tanto dos estudantes quanto dos servidores e professores. Vai ser muito bom ver o campus com vida novamente, com pessoas circulando. Passamos um período em que tivemos que fazer muitas adaptações num curto período de tempo, mas estamos felizes em retornar. Cientes dos desafios que teremos, mas contentes”, afirma Diniz.

De acordo com o reitor, que conversou com a TRIBUNA DO NORTE, um dos principais desafios na retomada das aulas presenciais será a readequação orçamentária para a manutenção da estrutura universitária. Para o custeio em 2022, o governo federal liberou R$ 102 milhões, valor 11,3% menor do que a UFRN dispunha em 2019, quando o montante era de R$ 115 milhões. Em 2020 e 2021, a verba de custeio também foi de R$ 115 milhões.

O orçamento geral da UFRN é dividido em quatro partes. Além do custeio (manutenção e pagamento de contas), existem ainda a assistência estudantil, cota para investimentos e a arrecadação própria, que é o recurso que não vem da União, utilizado para ofertar cursos de especialização, por exemplo. Neste ano, a verba destinada para os investimentos, cerca de R$ 4 milhões, será realocada para o custeio da faculdade, cujo recursos chegarão a R$ 106 milhões com a soma. A medida foi tomada junto aos conselhos gestores da universidade, como forma de atingir um patamar mínimo para que a instituição pudesse funcionar, explica o reitor José Daniel Diniz.

Tribuna do Norte

1 Comentário

SEVERINO

mar 3, 2022, 8:12 am Responder

Tá bom demais basta de tanto dinheiro pra reitores casar e batizar com a farra do dinheiro dos nossos impostos

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