VÍDEO: Tubarão é flagrado a poucos metros de banhistas em Ponta Negra
Um tubarão foi avistado nas águas da praia de Ponta Negra, em Natal, nesta segunda-feira (5), próximo ao Morro do Careca. O registro chamou a atenção de banhistas e circulou rapidamente nas redes sociais, gerando curiosidade e apreensão entre quem estava no local. As imagens, feitas com celular, mostram o animal nadando em um trecho raso do mar, a poucos metros da faixa de areia, em um dos pontos mais turísticos da capital potiguar.
Um dos vídeos foi gravado pelo promotor de vendas Felipe Guimarães, que estava em Ponta Negra aproveitando o dia de folga. Segundo ele, o tubarão permaneceu próximo aos banhistas por poucos minutos e depois seguiu para uma área mais profunda, sem qualquer intervenção humana.
Espécie comum no litoral potiguar
Segundo Lucas Werner, presidente da Associação Tubarões da Costa, o animal registrado é um tubarão-lixa. A espécie é comum no litoral do Rio Grande do Norte, apesar de ser considerada ameaçada de extinção. A captura é proibida por lei.
O pesquisador explicou ao G1 RN que, durante o verão, o aumento da temperatura da água favorece a aproximação desses animais da costa, principalmente dos indivíduos mais jovens, atraídos pela maior oferta de alimento.
Risco é baixo, mas exige atenção
O tubarão-lixa se alimenta por sucção e não possui a mandíbula projetada, o que reduz o risco de ataques. Ainda assim, o especialista alerta que o animal pode morder se se sentir ameaçado.
A orientação, segundo Werner, é simples: ao avistar um tubarão, o banhista deve sair da água com calma, sem gritos ou movimentos bruscos, e alertar outras pessoas de forma tranquila.
Engorda da praia pode influenciar aproximação
O pesquisador também avalia que as mudanças recentes na faixa de areia de Ponta Negra, com a obra de engorda da praia, podem ter aproximado os frequentadores de áreas que já faziam parte do habitat desses animais. No entanto, ele ressalta que essa relação ainda não foi comprovada.
“Não há nada confirmado. Isso só poderá ser avaliado com pesquisas científicas e monitoramento”, pontuou.
O caso reforça a importância da convivência responsável com a fauna marinha, especialmente em áreas de grande fluxo turístico como Ponta Negra.
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