Segundo Diretor do Itep-RN, material analisado em bebê não era sêmen

Durante coletiva de imprensa feita na manhã desta terça-feira 14, o diretor do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN), Marcos Brandão, comentou sobre como foi feito o laudo pericial no caso do bebê de 10 meses supostamente abusado no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). Na avaliação dos peritos, o material encontrado com a criança não era sêmen. Por isso, Brandão nega a possibilidade de violência física ou sexual.

“Foi verificado que não havia o PSA, que é uma proteína que tem no sêmen humano, e, também, não havia espermatozoide. Então, foram descartados esses dois elementos, que caracterizam se aquele material é sêmen humano ou não”, disse. “Então a gente descaracterizou isso, provou materialmente que não se trata de sêmen humano e, também provou materialmente, que a criança não foi vítima de abuso físico, violência física”, complementa.

De acordo com Brandão, o material analisado supostamente estava na boca e na roupa da criança. No exame físico e sexológico feito pela Itep-RN não foi encontrada nenhuma possibilidade de violência.

“Em relação a coleta do material, nós trouxemos para o laboratório, processamos essa amostra. Isso foi feito de uma forma muito criteriosa e cautelosa, que é um exame que precisa deste tipo de cautela, até porque é um exame que vai dizer se é ou não é. É um exame de certeza”, afirma.

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