Próximo de Trump e ameaçado pelo Irã, morre senador e arquiteto das guerras dos EUA, aos 71 anos

Morreu neste

sábado (11/7) o senador republicano Lindsey

Graham, aos 71 anos, aliado próximo do presidente Donald Trump. A morte ocorreu horas depois de ele retornar de uma viagem a Kiev, onde se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e defendeu mais sanções contra a Rússia.

Segundo seu gabinete, a causa foi uma “doença breve e repentina”; nenhum detalhe médico adicional foi divulgado até agora.

Graham era um dos nomes mais visados por Moscou e Teerã. A Rússia mantém, desde 2023, um mandado de prisão contra ele por declarações de apoio à Ucrânia, classificadas pelo Kremlin como

“russofóbicas”. Dias antes de morrer, seu rosto apareceu ao lado do de Trump em cartazes espalhados por Teerã durante o funeral do ex-lider supremo do Irã, Ali Khamenei, com mira vermelha sobreposta e ameaças de morte.

Após a confirmação do falecimento, veículos estatais iranianos chegaram a comemorar a notícia, com uma reportagem intitulada “Finalmente foi para o inferno”, segundo a Israel National News.

A ativista Laura Loomer e o podcaster Clint Russell, ambos próximos de Trump, questionaram publicamente a coincidência do momento da morte e pediram investigação. Loomer citou declarações do ideólogo russo Alexander Dugin contra o senador. Até agora, nenhuma autoridade americana apontou indício de crime.

Trump lamentou a morte classificando Graham como “um verdadeiro patriota americano”. Líderes como Zelensky e Netanyahu também prestaram homenagens ao senador.

Cinco dias antes de morrer, o senador Lindsey Graham reagiu com ironia a mais uma ameaça de morte da Guarda Revolucionária do Irã. Em publicação no X, no dia 6 de julho, ele comentou o vídeo dos cartazes exibidos no funeral do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei, nos quais aparecia ao lado de Donald Trump e outras figuras próximas ao presidente americano, com mira vermelha sobre o rosto.

“Ao menos usaram uma boa foto minha. Julguem-me pelos meus inimigos”, escreveu Graham, compartilhando o vídeo dos cartazes, que traziam a frase “no final, suas cabeças serão decepadas”.

O post voltou a circular amplamente após a morte do senador, na noite de sábado (11/7), horas depois de ele retornar de uma viagem à Ucrânia. O gabinete dele atribuiu o falecimento a uma “doença breve e repentina”, sem detalhar a causa.

Escreva sua opinião

O seu endereço de e-mail não será publicado.