Uso indevido de canetas emagrecedoras amplia risco de pancreatite, alerta Anvisa

Por trás da popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” – medicamentos injetáveis como Ozempic, Saxenda e Mounjaro – cresce um movimento silencioso de automedicação, uso estético e expectativas irreais sobre perda de peso.
Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta após registrar aumento nas notificações de pancreatite associadas a esses fármacos. No Brasil, seis mortes suspeitas estão sob investigação, além de mais de 200 casos de problemas no pâncreas relatados ao sistema de farmacovigilância.
O aviso inclui todos os medicamentos à base de semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida – princípios ativos originalmente indicados para diabetes tipo 2 e, em situações específicas, para obesidade. A agência reforça que qualquer uso fora das indicações aprovadas em bula é contraindicado, sobretudo quando o objetivo é emagrecimento rápido ou estético, sem acompanhamento médico.
A pancreatite, inflamação do pâncreas, pode se manifestar com dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e alterações metabólicas graves. Em quadros mais severos, pode evoluir para falência de órgãos e até morte.
Embora esse risco já esteja descrito nas bulas, autoridades sanitárias brasileiras e internacionais – como a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) – chamaram atenção para casos raros, porém graves, incluindo pancreatite necrosante e fatal.
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