Autor do impeachment de Dilma diz que voto em Flávio é “legitimar golpe”

Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016, afirmou que votar em Flávio Bolsonaro (PL) seria “legitimar o golpe”. Em uma carta intitulada “Cuidado com o precipício”, o jurista declarou apoio a Lula (PT) no segundo turno e criticou propostas do senador do PL.

Reale Júnior criticou a possibilidade de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe”, escreveu o advogado.

Reale Júnior também criticou a posição de Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de os Estados Unidos classificarem organizações criminosas brasileiras como terroristas. Na avaliação do jurista, essa medida poderia abrir caminho para a interferência americana no Brasil.

Modelo de segurança pública

O jurista também criticou a defesa de referências do modelo de segurança pública de El Salvador. Para ele, a adoção de medidas desse tipo no Brasil poderia levar a prisões em massa e à redução das garantias legais, criando o que chamou de “estado policial opressor”.

Reale Júnior reconheceu o desgaste do PT e de Lula, mas disse que considera a defesa da democracia e da soberania nacional decisiva para escolher em quem votar.

Disputa presidencial

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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