Cachê, PF e imposto: quem sofre mais com o próprio histórico?
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, não apenas pelos números das pesquisas, mas também pelas polêmicas que cercam os principais pré-candidatos. Levantamentos recentes mostram um cenário competitivo entre nomes como Álvaro Dias, Allyson Bezerra e Cadu Xavier, com variações de liderança conforme o instituto, indicando que a corrida ainda está aberta.
No campo das críticas, cada um dos principais nomes carrega um ponto de desgaste que vem sendo explorado no debate público. O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, tem sido alvo de questionamentos relacionados ao não pagamento do cachê do cantor Beto Barbosa durante a virada de ano de 2024 para 2025. Apesar de aliados apontarem que a responsabilidade administrativa pelo pagamento seria da gestão seguinte, hoje comandada pelo prefeito Paulinho Freire, o episódio continua sendo usado politicamente contra Álvaro, gerando ruído junto à opinião pública.
Já o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, enfrenta repercussão após uma ação da Polícia Federal que apura possíveis irregularidades em sua gestão. Embora o processo esteja em fase de investigação e ainda não haja conclusões definitivas, o episódio trouxe desgaste e abriu espaço para críticas dos adversários, especialmente no campo da transparência e da gestão pública.
Por outro lado, o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, carrega uma marca associada à política tributária do governo. Ele é frequentemente chamado de “taxador” por opositores, em referência ao período em que esteve à frente da pasta e participou do contexto em que a alíquota do ICMS no estado foi elevada de 18% para 20%, decisão aprovada pela Assembleia Legislativa. A medida, embora defendida como necessária para o equilíbrio fiscal, é alvo de críticas por seu impacto direto no custo de vida da população.
Diante desse cenário, o eleitor potiguar passa a comparar não apenas propostas, mas também os desgastes acumulados por cada pré-candidato. Em meio a acusações, investigações e decisões administrativas passadas, a campanha tende a se intensificar com foco nessas narrativas.
E, no fim das contas, fica a pergunta que deve pesar nas urnas: qual dessas três situações (a polêmica administrativa, a investigação policial ou o aumento de impostos) vai realmente impactar na hora do voto?
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