Caicoense Henrique Baltazar toma posse como desembargador do TJRN; veja o primeiro discurso após a posse
O magistrado Henrique Baltazar Vilar dos Santos, tomou posse, na tarde desta quinta-feira (22/10), como desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, pelo critério de antiguidade.
A cerimônia contou com a presença de desembargadores, familiares, magistrados, amigos e servidores do Poder Judiciário potiguar. Henrique Baltazar passa a ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro, em outubro de 2025. A posse no Plenário do TJRN está marcada para acontecer na próxima quarta-feira (28/10), às 15h.
“Estou feliz. Esse passo, para mim, é particularmente importante. A responsabilidade agora é bem maior e o que eu espero trazer para o tribunal é essa ideia de que eu estou assumindo mais responsabilidade”, destacou o novo desembargador do TJRN.
O presidente do TJRN, desembargador Ibanez Monteiro, deu boas-vindas e disse que Henrique Baltazar passará a ter uma experiência diferente como novo membro da Corte de Justiça potiguar. “Ele tem uma carreira longa na magistratura e agora vai ter um novo momento de experiência que é conviver com os demais desembargadores. Isso é o que todos os magistrados desejam e é o caminho natural”, enfatizou o desembargador presidente.
Familiares e amigos celebram a conquista
Karlisson Rolin, filho do magistrado Henrique Baltazar, falou sobre o sentimento da família com a posse do pai no cargo de desembargador. “Nós estamos todos muito felizes, pois foi uma jornada de mais de 40 anos de magistratura e a gente acompanha desde sempre, de quando ele ainda trabalhava no interior e em mais horas do que o expediente normal, mas a gente tinha a consciência de que era em prol dele e da nossa família. Isso ajudou a moldar a mim e aos meus irmãos que seguimos por esse lado profissional assistindo ele na sua tarefa de magistrado, que é apaixonado pela profissão em que ele se doou tanto”, disse o filho.
Sobre o compromisso de assumir um novo encargo, ele destacou que: “É uma área nova para mim… É algo para aprender, para desenvolver, pois o juiz monocrático julga sozinho e aqui é um colegiado, onde você vai trabalhar em conjunto, debatendo com pessoas em uma dinâmica diferente na forma de julgar. A magistratura não é uma outorga de poder, mas sim uma outorga de responsabilidade”, concluiu.
Ele falou da sua experiência de sua trajetória na magistratura potiguar, ao lembrar que foi juiz cível e criminal durante décadas, especialmente nos últimos anos na Execução Penal. “Para mim, foi uma experiência muito grande porque eu aprendi a lidar com pessoas que estão buscando ressocializar-se, com policiais, com todo o Estado e com toda uma estrutura que busca trabalhar essa área. A gente aprende a conviver, a discutir, a chegar a um lugar comum nessa vivência”, afirmou.
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