Desembargador mantém Operação Mederi e valida escutas que complicam situação de Allyson Bezerra
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) manteve a Operação Mederi no âmbito do tribunal e rejeitou o pedido da defesa para anular provas produzidas durante a investigação da Polícia Federal. A decisão mantém válidas as escutas ambientais, buscas e quebras de sigilos realizadas no curso da operação, que tem entre os investigados o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
A decisão é do desembargador federal Rogério Fialho Moreira. Com o indeferimento do pedido, as provas permanecem nos autos e a investigação segue no TRF-5. A defesa também questionava a competência do tribunal e pedia que o caso fosse encaminhado para uma vara federal do Rio Grande do Norte.
Segundo a decisão, a competência do TRF-5 está relacionada à presença de autoridades com foro por prerrogativa de função entre os investigados, “notadamente” Allyson Bezerra e o prefeito de Paraú, João Evaristo Peixoto.
O relator também considerou regulares os procedimentos utilizados para a captação ambiental realizada na sede da Dismed, destacando que a medida foi autorizada após outras diligências investigativas, como análise de dados bancários, vigilância e informações telemáticas.
O tribunal ainda prorrogou o inquérito por mais 90 dias. A Polícia Federal deverá priorizar a perícia das licitações e dos dispositivos eletrônicos apreendidos.
A Operação Mederi investiga suspeitas de desvio de recursos públicos federais destinados à saúde, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em contratos envolvendo empresas fornecedoras de medicamentos e prefeituras do Rio Grande do Norte.

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