El niño: Calor exige atenção dos tutores à saúde dos animais, cuidados especiais para prevenir problemas
Animais de estimação, assim como os humanos, também sofrem com as ondas de calor extremo. Temperaturas elevadas exigem cuidados especiais dos tutores e atenção redobrada à saúde do pet. Para cães e gatos, dias de temperaturas altas também podem representar riscos à saúde e exigir mudanças na rotina. A possibilidade de um período mais quente no Brasil associado ao retorno do El Niño, acende o alerta para que os tutores prestem mais atenção no bem-estar de seus bichinhos e previnam possíveis problemas de saúde decorrentes das temperaturas altas.
Em tempos de calor intenso e baixa umidade do ar, há problemas que ficam mais evidentes nos animais de estimação. Segundo a médica veterinária Irla Barbosa Rangel, especialista em dermatologia e alergologia animal, as altas temperaturas podem provocar desidratação, exaustão pelo calor, e hipertermia que, em casos graves, pode aumentar muito a temperatura do corpo do animal – o chamado “golpe de calor”, que pode causar uma grave emergência veterinária.
A médica explica que a baixa umidade também pode favorecer o ressecamento das mucosas oculares e respiratórias. Do ponto de vista dermatológico, o calor pode intensificar a coceira e o desconforto em animais que já apresentam doenças de pele, como a dermatite atópica. “É importante lembrar que o calor excessivo pode comprometer diversos órgãos, como rins e cérebro”, completa.
Há sinais que podem indicar o sofrimento do animal. Irla indica que respiração ofegante intensa, salivação excessiva, inquietação e fraqueza, podem ser sinais iniciais de estresse térmico. Já dificuldade respiratória, vômitos, diarreia, desorientação, convulsões ou perda de consciência são sinais de emergência. Também é importante observar alterações na pele, como vermelhidão e lesões após exposição solar, especialmente em regiões com pouca pigmentação ou pelos escassos.
Alguns animais são mais vulneráveis ao calor, devido a sua anatomia. Os braquicefálicos, que possuem o focinho curto e a cabeça mais arredondada, possuem maior dificuldade para dissipar o calor. Nos cães, é o caso de raças como pugs, buldogues e shitzus. Esses merecem atenção especial, assim como filhotes, idosos, animais obesos e aqueles com doenças cardíacas ou respiratórias.
Já os animais com pelagem densa (como o chow chow e o husky siberiano) podem precisar de cuidados adicionais, mas o risco depende de vários fatores, não apenas do comprimento dos pelos. “Pacientes com doenças dermatológicas também merecem atenção, porque o calor pode agravar o desconforto cutâneo. Entretanto, qualquer animal pode sofrer com temperaturas elevadas, especialmente quando exposto ao sol, sem ventilação ou sem acesso à água”, completa.
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