Estudo para unir Porto-Indústria à Transnordestina termina em dezembro

O Pré-Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Pré-EVTEA) sobre a interligação do Porto-Indústria Verde, em Caiçara do Norte, com a Transnordestina, deve ser concluído em dezembro deste ano. De acordo com o titular da Secretaria do Planejamento, do Orçamento e Gestão do Rio Grande do Norte (Seplan/RN), Alexandre Lima, o processo vai iniciar no próximo mês e está sendo realizado por meio de parceria com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

O Pré-EVTEA conta com aporte de R$ 500 mil da Sudene e será coordenado pela professora Juliana Bacelar, do Departamento de Economia da UFRN, por meio de parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O secretário esclarece que o traçado definitivo da interligação vai ser estabelecido pelos estudos, mas a proposta inicial é ligar o Porto-Indústria Verde à Transnordestina em Iguatu, no Ceará, passando por Mossoró, Apodi e Pau dos Ferros.

O projeto ainda considera uma conexão de Jucurutu, no Seridó Potiguar, com o eixo ferroviário. “A proposta em estudo contempla um eixo principal entre o Porto-Indústria Verde e a Transnordestina, em Iguatu, e uma conexão de Jucurutu com esse eixo. A configuração definitiva será determinada pelos estudos”, confirma Alexandre Lima.

Segundo o titular da Seplan/RN, o Pré-EVTEA vai embasar estudos mais aprofundados para definição do traçado, das características técnicas, das estimativas de investimento e da modelagem para viabilização do projeto. Ele não informou quando o estudo definitivo de viabilidade econômico, ambiental e social deve ser concluído.

Em relação à concretização do ramal ferroviário, Alexandre Lima esclarece que ainda não há definição dos recursos para implantação, mas a intenção é construir uma modelagem que envolva participação do Governo Federal e da iniciativa privada. A estimativa de custo, por sua vez, vai depender do traçado e das características técnicas da ferrovia que serão definidos a partir dos estudos.

Questionado sobre a conexão em Jucurutu como caminho para favorecer o transporte da produção mineral de Currais Novos, o secretário observa que os EVTEAs vão definir os produtos e as cargas prioritárias que serão transportadas pela via ferroviária. A ideia é que a interligação do Porto-Indústria Verde seja destinada ao escoamento da produção existente e fomento à implantação de novas indústrias.

“O Governo do Estado trabalha a proposta a partir do conceito de Corredor Logístico Indústria Verde, buscando utilizar a conexão ferroviária também como instrumento para a industrialização do interior e a agregação de valor às cadeias produtivas do Rio Grande do Norte. A concepção considera potenciais do estado, como a produção de energia renovável e a segurança hídrica, tendo o Porto-Indústria Verde como elemento central dessa conexão”, aponta Alexandre Lima.

O Porto-Indústria Verde, que será instalado em Caiçara do Norte, vem sendo viabilizado com a proposta de fortalecer a economia do RN por meio da exportação de hidrogênio verde, e-metanol e combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil. Em junho deste ano, o Governo do Estado e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram um contrato para a estruturação do primeiro módulo do equipamento no RN.

Conforme publicado pela TRIBUNA DO NORTE, o acordo assegura que o BNDES finalize a contratação das consultorias que vão desenhar o projeto final e o edital da futura Parceria Público-Privada (PPP). A expectativa é que o projeto final seja divulgado por volta de março de 2027, com a seleção do parceiro investidor privado prevista para ocorrer até dezembro do mesmo ano.

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