Exame encontra formol em salmão comprado no Extra
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Uma família está pedindo indenização por danos morais ao Extra, na Justiça, após identificar a presença de formol em uma peça de peixe comprada em um mercado da rede em Santos, no litoral de São Paulo. O Extra informou que as alegações não condizem com as normas e procedimentos e que irá buscar mais informações a respeito para colaborar com as apurações para elucidar os fatos.
O processo tramita na 6ª Vara Cível de Santos desde o fim de outubro. Ao g1, o perito criminal Fernando Soares Salles contou que a filha dele, de 29 anos, comprou pouco mais de 1 kg de filé de salmão com pele, por R$ 89,57, no dia 11 de setembro. A validade, apontada na etiqueta impressa no momento da pesagem, indicava que o alimento deveria ser consumido até o dia 13.
No mesmo dia da compra, a esposa decidiu preparar o peixe para jantar com a família, mas, ao retirá-lo da embalagem, sentiu um forte odor. Fernando, para checar se o alimento estava realmente estragado, decidiu experimentar um pedaço. Ele achou o gosto estranho e não comeu mais. No dia seguinte, ele passou mal, com náuseas e vômitos, e precisou procurar atendimento médico, quando foi diagnosticado com infecção alimentar.
No dia seguinte à compra, com o restante do filé de peixe ainda na embalagem, o perito tirou o salmão da sacola e o lavou, na tentativa de tirar o odor dele, sem sucesso. Então, ele voltou ao supermercado com a nota fiscal e questionou os funcionários sobre o motivo do fedor. Eles tentaram trocar a peça por outro alimento.
“O funcionário trata isso com normalidade. Disse que, se estava estragado, ‘a gente troca’. Mas eu disse que não era questão de troca, era questão de crime contra a saúde pública”, relata. Fernando acionou a Vigilância Sanitária e, também, a Polícia Militar, para registrar a ocorrência.
G1
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