Extinto em 2020, Governo quer recriar o DPVAT ainda esse ano; Medida beneficia Luciano Bivar
Extinguindo a partir de janeiro de 2020 os seguros obrigatórios Dpvat (que indeniza vítimas de acidentes de trânsito) e Dpem (seguro contra danos provocados por embarcações), o presidente Jair Bolsonaro acabou atingindo uma empresa do seu adversário no antigo partido, Luciano Bivar.
Bivar é sócio de uma seguradora que atua no segmento, a Excelsior, credenciada pelo governo para atuar na cobertura do Dpvat. A empresa do político detém um percentual da Seguradora Líder, consórcio que administra esse tipo de seguro e tem o direito de exclusividade para atuar nas indenizações de pagamentos de seguros a acidentados no país.
Para este ano, o governo federal planeja retomar a cobrança do DPVAT. Um projeto de lei complementar (PLP) foi enviado pelo Executivo ao Congresso em outubro de 2023, e a ideia é de que a redação tramite no retorno das atividades parlamentares.
Desde que parou de ser cobrado, em 2020, a gestão do fundo que indeniza acidentados passou para a Caixa Econômica Federal. O banco informou no ano passado que só haveria recursos para atender pedidos referentes a acidentes ocorridos até 14 de novembro de 2023.
Briga de Bivar com Rueda
A disputa no União Brasil envolve não só o deputado Luciano Bivar e o presidente escolhido para seu lugar, Antônio Rueda. O partido tem ainda um fundo milionário, uma das maiores bancadas eleitas e dois nomes na sucessão para a chefia do Congresso.
Bivar tem resistido a deixar a presidência do partido. Ele deveria passar o bastão para Rueda, eleito em fevereiro. Bivar está no cargo desde a fusão do PSL com DEM, que criou o União Brasil.
Resumo: Quanto mais poder, mais poder Bivar quer.
2 Comentários
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MiRANI LUCIO DA SILVA
mar 3, 2024, 11:27 amTá explicado!
[email protected]
mar 3, 2024, 7:14 pmÉ o governo do amor e do imposto!
Adoroooooo… fazueli !