Flávio Bolsonaro diz que “ao contrário de Lula”, pediu para Trump classificar PCC e CV como grupos terroristas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve nesta terça-feira (26) na Casa Branca, em Washington, onde participou de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião, considerada uma das agendas mais aguardadas da ala conservadora brasileira, ocorreu no Salão Oval e contou com articulação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente mantém interlocução com aliados do governo norte-americano.

Após o encontro, Flávio afirmou que levou ao presidente americano pautas ligadas à segurança pública, combate ao crime organizado e liberdade de expressão nas redes sociais. O senador declarou ter pedido diretamente a Trump que os Estados Unidos classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. “Ao contrário de Lula, eu fui exatamente fazer esse pedido expresso a ele”, afirmou.

Durante entrevista, Flávio Bolsonaro também fez críticas ao governo brasileiro e defendeu uma maior aproximação do Brasil com países que considera democráticos e estratégicos economicamente. O senador afirmou ainda que deseja uma educação mais voltada ao ensino de idiomas nas escolas públicas brasileiras, defendendo que inglês e espanhol sejam universalizados no país.

Segundo Flávio, o combate às facções criminosas deve envolver cooperação internacional com países como Estados Unidos, Israel e nações europeias. O parlamentar argumentou que as organizações criminosas exercem influência em diversas regiões do Brasil e comparou a atuação das facções a um “governo paralelo” em áreas dominadas pelo crime organizado.

A visita repercutiu no cenário político brasileiro e internacional, especialmente pelo simbolismo da aproximação entre o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e Donald Trump, figura central da política conservadora nos Estados Unidos.

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