Grupo lavou R$ 50 milhões na fronteira do Brasil com Paraguai com lojas, lavanderia e lava a jato, diz PF

A Polícia Federal (PF) em Ponta Porã (MS), fronteira do Brasil com o Paraguai, investiga um grupo que movimentou pelo menos R$ 50 milhões em três anos com lojas de roupas, lavanderia e um lava a jato. Segundo os investigadores, o dinheiro seria fruto do crime organizado.

Os investigadores apontam seis pessoas que lavam dinheiro do tráfico de drogas em empresas da cidade fronteiriça da seguinte forma: recebem a quantia do tráfico e fazem compras, geralmente em espécie, nas empresas para tentar parecer que é dinheiro lícito.

A investigação de lavagem de capitais, tráfico de drogas e organização criminosa aponta um integrante da facção PCC como líder desse grupo. Segundo a PF, esse homem fugiu da prisão há 15 anos em São Paulo e passou a morar em Ponta Porã com documentos falsos.

Na segunda-feira (31), a pedido da PF, a Justiça Federal bloqueou R$ 10 milhões de contas dos integrantes desse esquema apontado pela PF. O homem apontado como líder, que era considerado foragido do sistema prisional, foi preso. Outras duas pessoas também foram presas, por tráfico internacional de armas.

Além do dinheiro bloqueado, a PF acredita ter dado um duro golpe financeiro no grupo. Foram apreendidos 18 veículos, seis imóveis foram sequestrados judicialmente, quatro empresas foram interditadas e seis armas foram apreendidas. Nos mandados de busca e apreensão, os policiais apreenderam R$ 50 mil em espécie.

A CNN apurou que as investigações continuam. Nesta fase, documentos foram apreendidos e os policiais acreditam que novos elementos serão analisados para chegar a outros integrantes do grupo.

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