Lula afirma que educação brasileira não precisa de escolas cívico-militares
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o papel central do Ministério da Educação (MEC) na condução do ensino público brasileiro e fez críticas ao modelo de escolas cívico-militares. A declaração foi dada durante a sanção do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036), em cerimônia no Palácio do Planalto.
Ao comentar o tema, Lula afirmou que o país não precisa adotar o modelo cívico-militar como referência para a educação pública. Segundo ele, esse tipo de formação deve ser direcionado apenas a jovens que desejam seguir carreira nas Forças Armadas.
“Isto aqui é o retrato do que nós conseguimos fazer, não contra, mas para mostrar que o Brasil não precisa, na sua educação pública e gratuita, de escola cívico-militar. Esse modelo é importante quando um menino ou uma menina decide seguir carreira militar. Aí sim, ele vai se preparar para isso”, declarou.
O presidente ressaltou ainda que, fora desse contexto, todos os estudantes brasileiros devem ter acesso a um ensino uniforme, com conteúdo definido e orientado pelo MEC. “Enquanto quiserem estudar, têm que estudar a mesma coisa que estudam os mais de 200 milhões de brasileiros, sob a orientação do Ministério da Educação”, completou.
O novo PNE, sancionado pelo governo federal, estabelece 19 objetivos e 73 metas que irão nortear as políticas públicas educacionais no Brasil pelos próximos dez anos. O plano busca ampliar o acesso à educação, melhorar a qualidade do ensino e reduzir desigualdades no setor.
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