Lula é aplaudido quatro vezes durante discurso na ONU ao falar de escravidão, soberania e direitos das mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu quatro aplausos da plateia durante seu discurso de cerca de 18 minutos na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22). Em 2025, foram sete momentos de aplausos durante a fala do brasileiro. Como é tradição, o Brasil abriu a sequência de discursos dos chefes de Estado na Assembleia Geral, seguido pelos Estados Unidos.

Lula foi aplaudido antes mesmo de iniciar o pronunciamento, ao ser anunciado como o primeiro chefe de Estado a discursar. Durante a fala, os demais aplausos ocorreram em quatro momentos.

“Essa Assembleia corrigiu recentemente distorções históricas: reconheceu o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade”, disse Lula ao citar o reconhecimento do tráfico de africanos escravizados.

O presidente também recebeu aplausos ao defender a relatora especial da ONU, Francesca Albanese: “Perseguir o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes é um estímulo para que esses crimes fiquem impunes. A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, não pode ser silenciada por dizer a verdade”, declarou Lula.

Outro momento de aplausos ocorreu quando o presidente falou sobre a soberania brasileira e fez referência à relação com os Estados Unidos: “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável. Sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou.

Lula também foi aplaudido ao defender políticas voltadas às mulheres: “Estamos construindo um Brasil onde as mulheres não precisam pedir licença para ocupar espaços de poder ou se inserir no mercado de trabalho. Um país livre do feminicídio, onde nenhuma mulher, dentro ou fora de casa, viva sob a ameaça da violência. Essa é uma causa que o mundo todo precisa abraçar”, defendeu Lula.

O discurso abordou ainda democracia, soberania, conflitos internacionais e combate ao crime organizado. Segundo a Reuters, Lula afirmou que o Brasil busca cooperação internacional para enfrentar o crime, mas rejeita intervenções estrangeiras.

Com informações de Metrópoles

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