Lula relembra ato em Natal e chama Flávio de “pé frio”: “Chegou nos Estados Unidos, o Trump perdeu”

22.10.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Lula e Janones falam com o maior exército democrático do mundo, Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a live desta quinta-feira (5) com o deputado federal André Janones (Avante-MG) para ironizar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário que ele derrotou no segundo turno e que está nos Estados Unidos desde o fim de outubro. Ao falar da campanha, Lula contou que a primeira vez que subiu na capota de um carro com a bandeira nacional foi em Natal.

“A primeira vez que eu subi na capota do carro com a bandeira nacional foi em Natal. Quase que eu caí do carro, a Janja segurando na minha perna, outro segurando nas minhas calças”, relatou o presidente. 

Segundo Lula, o gesto emocionava os eleitores. “Aquele gesto de pegar a bandeira nacional e levantar, o povo entra numa emoção”, disse. Em seguida, fez a comparação com o adversário: “Enquanto eu fazia isso, o meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando.”

“Pé frio”

O presidente então associou a ida de Flávio aos Estados Unidos ao resultado das eleições legislativas americanas desta semana, desfavorável ao partido de Donald Trump. “Pé frio. Chegou nos Estados Unidos, o Trump perdeu”, disse.

Lula também afirmou que o senador não terá a proteção que foi buscar no país e precisará voltar para enfrentar a Justiça. “Foi lá para pegar a proteção. Você vai ver a proteção que você vai ter. Você vai ter que voltar para o Brasil para receber os processos que você tem”, declarou.

Saída do país

Flávio deixou o Brasil depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou recolher seus passaportes. A ordem foi dada em um inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Como Flávio não entregou os documentos no prazo, a Polícia Federal cancelou os passaportes.

O senador nega irregularidades e pediu ao STF que Moraes seja afastado do caso por suspeição. Ele chamou a decisão de injusta e negou que pretendesse deixar o país.

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