Médica da Fiocruz diz sofrer perseguição após decisão da Justiça por publicações sobre efeito das vacinas da Covid, como queda de dentes, trombose e outros

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou, na última sexta-feira (15), que a Meta bloqueie os perfis da médica Isabel de Fátima Alvim Braga, servidora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de impedir a criação de novas contas ligadas a ela nas plataformas digitais. A ação foi movida pela própria Fiocruz, representada pela Advocacia-Geral da União (AGU), sob a alegação de que a médica divulgava conteúdos considerados falsos, alarmistas e ofensivos sobre vacinação e sobre as atividades da instituição.

A decisão, assinada pelo juiz federal Paulo André Espírito Santo Manfredini, da 20ª Vara Federal do Rio de Janeiro, também proibiu a médica de publicar novos conteúdos utilizando símbolos da Fiocruz ou fazendo referências críticas à atuação da fundação. O magistrado fixou multa de R$ 10 mil para cada publicação considerada irregular e determinou ainda que a Meta monitore continuamente as plataformas para remover conteúdos semelhantes aos já bloqueados. Na manhã desta quarta-feira (20), o perfil @draisabelbraga30 ainda aparecia no Instagram com 133 mil seguidores, trazendo a informação de que o conteúdo estaria acessível no Brasil apenas por meio de VPN.

Na decisão, o juiz entendeu que as publicações ultrapassavam o campo da opinião e configuravam uma suposta campanha de desinformação, com potencial impacto na saúde pública e na imagem da Fiocruz. A fundação também argumentou que Isabel Braga utilizava sua condição de servidora pública e elementos da instituição para conferir credibilidade às postagens. Já apoiadores da médica afirmam que as declarações apresentadas por ela se baseiam em estudos científicos e defendem que o caso levanta debates sobre liberdade de expressão e os limites da moderação de conteúdo nas redes sociais.

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