Menino de 6 anos descobre câncer raro após fortes dores no braço

Uma dor persistente no braço direito, inicialmente interpretada pela família como algo passageiro, levou o menino Miguel Corrêa Marques, de seis anos, a receber o diagnóstico de histiocitose de células de Langerhans (HCL), um tipo raro de câncer. Morador de Ibirá, ele passou duas semanas internado no Hospital da Criança e Maternidade (HCM), em São José do Rio Preto, até que os médicos identificassem a doença. As informações são do g1
Os primeiros sintomas surgiram em 7 de abril, quando Miguel voltou da escola reclamando de dores no braço. A mãe, Jenifer Isabela Corrêa de Souza, de 29 anos, contou que, no início, acreditou que o filho estivesse tentando evitar as tarefas do dia. Com o passar do tempo, porém, o quadro se agravou.
Segundo ela, o menino passou a acordar durante a madrugada chorando de dor e começou a apresentar episódios de febre. A família procurou atendimento médico no dia 14 daquele mês. Exames de sangue e raio-X, no entanto, não apontaram alterações, e Miguel chegou a receber alta sem um diagnóstico definido.
Jenifer afirma que os médicos demonstravam dificuldade para identificar a causa do problema. “Falavam que ele era um mistério. Ao mesmo tempo que tinha ‘cara’ de vários diagnósticos, não tinha ‘cara’ de nada”, relembrou.
Sem melhora, Miguel retornou ao hospital quatro dias depois. A suspeita inicial era de infecção, mas uma ressonância magnética revelou uma lesão considerada incomum pelos especialistas. Durante o período de investigação, a mãe percebeu que o filho sentia menos dor ao manter os braços levantados.
Posteriormente, o surgimento de um caroço no outro braço levou os médicos a solicitarem uma biópsia. O material foi enviado para análise em Botucatu, e o resultado, divulgado em 7 de maio, confirmou a histiocitose de células de Langerhans.
A doença é considerada rara e pode se comportar de maneira semelhante a um câncer hematológico, embora apresente características inflamatórias. Jenifer, que é enfermeira, disse que nunca havia ouvido falar sobre a condição antes do diagnóstico do filho.
“Quando a médica disse que era um tipo raro de câncer, eu quase infartei, porque perdi meu pai para essa doença”, afirmou.
Agora, Miguel aguarda o início do tratamento com quimioterapia no HCM. As dores continuam, principalmente durante a noite, e a rotina da família mudou completamente. Segundo a mãe, o menino questiona as frequentes idas ao hospital e os exames constantes, mas tenta manter o ânimo.
Jenifer relata que a família tem buscado apoio na fé para enfrentar o tratamento. “Ele quer brincar, ir para a escola e acompanhar a irmãzinha de quatro anos, mas agora temos muitas restrições. Miguel fala que Jesus e Nossa Senhora já curaram ele. Ele é mais forte do que eu”, disse.
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