O esquerdista Petro não reconhece vitória de opositor na Colômbia e denuncia “interferência” do governo de Israel

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, provocou uma grave crise institucional neste domingo (21) ao declarar inválidos os resultados do segundo turno das eleições presidenciais. O mandatário esquerdista contestou a contagem oficial de votos e escalou a tensão ao acusar o Estado de Israel de realizar uma sabotagem cibernética para fraudar as urnas.

A reação intempestiva de Petro ocorre após a confirmação matemática da vitória do candidato de direita, Abelardo de la Espriella. Em publicação no X (antigo Twitter), o atual presidente alegou que houve alteração de IPs nos servidores da Registraduría Nacional, permitindo a adulteração dos dados das mesas de votação. “O único com capacidade de fazer isso no mundo é o estado de Israel”, declarou Petro em uma acusação gravíssima e sem provas.

A narrativa de conspiração internacional surge como resposta à derrota de seu herdeiro político, o senador Iván Cepeda. Durante a campanha, o recém-eleito Espriella prometeu tolerância zero contra a criminalidade e anunciou que faria um alinhamento militar e diplomático imediato com Washington e Tel Aviv, rompendo a atual política externa colombiana.

Apesar dos ataques do Executivo, o Conselho Nacional Eleitoral defende a total transparência do processo. Os dados oficiais consolidados confirmaram a vitória de Espriella com 49,65% dos votos contra 48,71% do governista, cravando uma vantagem superior a 245 mil votos. Petro, no entanto, exigiu uma recontagem voto a voto e declarou que só acatará a decisão final dos juízes escrutinadores.

Líderes da oposição e especialistas classificaram a postura de Petro como uma tentativa inaceitável de fabricar um pretexto estrangeiro para deslegitimar a soberania popular e impedir a transição de poder, acendendo o alerta máximo nos tribunais superiores e nas Forças Armadas.

Enquanto isso, multidões de colombianos mantêm a mobilização nas ruas das principais cidades para celebrar a vitória da direita e exigir o respeito à democracia. O impasse eleitoral coloca o país à beira de uma ruptura institucional e atrai os olhos da comunidade internacional.

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