Ocupação de terras: MST invade fazenda no Agreste de Pernambuco e mobiliza 50 famílias

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizou, nos últimos dias, a ocupação de uma propriedade rural no município de Saloá, localizado no Agreste do estado. A ação faz parte da mobilização nacional conhecida como “Abril de Lutas”, período em que o movimento intensifica atividades em defesa da reforma agrária.

Segundo informações divulgadas pelo próprio MST, a área ocupada é a Fazenda Riachão dos Calados, com cerca de 300 hectares. Aproximadamente 50 famílias participaram da ação e montaram um acampamento no local, com o objetivo de reivindicar a destinação da terra para fins de reforma agrária e produção agrícola.

Em publicações nas redes sociais, o movimento compartilhou vídeos que mostram o momento da entrada na propriedade. Nas imagens, integrantes aparecem abrindo uma porteira, carregando bandeiras e entoando palavras de ordem. A ocupação é descrita pelo MST como parte da luta por justiça social e acesso à terra.

O acampamento recebeu o nome de “Ariel Omenah”, em homenagem a um militante da área de comunicação do movimento que faleceu recentemente. De acordo com o MST, a escolha do nome simboliza a continuidade da luta e da organização coletiva no campo.

A mobilização também faz referência ao Massacre de Eldorado dos Carajás, episódio ocorrido em 1996, no Pará, quando trabalhadores rurais foram mortos durante uma ação policial. O caso se tornou um marco histórico para o movimento e é lembrado anualmente durante o mês de abril.

Até o momento, não há informações oficiais sobre posicionamento dos proprietários da área ou eventuais medidas judiciais relacionadas à ocupação. O caso pode ter desdobramentos nos próximos dias, envolvendo órgãos de segurança e a Justiça.

O MST afirma que seguirá com as mobilizações ao longo do mês, reforçando a pauta da reforma agrária e a defesa de melhores condições de vida para trabalhadores do campo.

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