Na contramão da gestão Lula, governos estaduais aceleram privatizações
Por VEJA
Felizmente, na contramão do governo federal, alguns dos chefes dos estados mais ricos da federação não seguem a mesma cartilha de Lula e iniciaram seus mandatos com o pé no acelerador, prometendo planos ambiciosos na política de desestatização. Um dos destaques nesse campo é o governador paulista Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Segundo estimativas do Palácio dos Bandeirantes, o pacote pode atrair quase 170 bilhões de reais em investimentos.
Além de enfrentar a resistência de prefeitos e de funcionários da estatal, o projeto esbarra nos deputados estaduais do PT, que recriaram uma frente parlamentar para dificultar e até mesmo impedir a aprovação do projeto na Casa. O governador garantiu que só levará a ideia adiante se os estudos mostrarem redução no preço da conta de água.
A previsão é que o levantamento seja concluído em seis meses e o processo de negociação, em 2024. No caso da privatização do Porto de Santos,
projeto concebido quando Tarcísio estava no ministério de Bolsonaro, ocorre também uma trombada com os petistas — no caso, com o próprio Lula, que mandou brecar o processo.
