Bom desempenho de Flávio Bolsonaro fez Centrão reavaliar estratégia
Passado pouco mais de um mês desde que Flávio Bolsonaro (PL) lançou a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, caciques partidários do chamado Centrão passaram a tratar a entrada do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) na corrida mais como uma realidade e menos como uma manobra para livrar o pai da prisão.
O senador de 44 anos foi escolhido por Bolsonaro para ser o nome do bolsonarismo no próximo pleito contra a provável candidatura do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio frustrou partidos que esperavam e se mobilizaram para emplacar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato.
Bolsonaro escolheu um nome da família para assegurar que seu espólio político não se dispersasse fora do núcleo duro bolsonarista — a contragosto do Centrão. De perfil mais pragmático que seus familiares e com cerca de 8 anos no Senado na conta, Flávio desbancou a madrasta e ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o irmão Eduardo, ex-deputado que está nos Estados Unidos, na disputa intrafamiliar.
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