“Eu me tornei uma figura invisível dentro do MDB”, diz Henrique Alves
Deputado federal por 11 mandatos consecutivos, Henrique Eduardo Alves foi presidente da Câmara dos Deputados entre os anos de 2013 e 2015 e ministro do Turismo nos governos de Dilma Roussef e de Michel Temer. Em entrevista exclusiva concedida ao NOVO Notícias, Henrique Alves, que é pré-candidato a deputado federal, falou sobre os motivos que levaram a sua saída do MDB após 52 anos no partido, a filiação ao PSB, o período em que ficou preso, a decisão de voltar à vida pública e, ainda, a relação com Rafael Motta, Garibaldi Alves e Fátima Bezerra.
Foram mais de cinco décadas em um único partido, ao qual representou como líder da bancada na Câmara Federal por seis anos consecutivos. Em carta de despedida do MDB, o ex-deputado afirmou que se sentia sem voz dentro do MDB, hoje dirigido, em nível estadual pelo seu primo, o deputado federal e pré-candidato a vice-governador Walter Alves na chapa de Fátima Bezerra. “Essa é uma página que, graças a Deus, eu consegui virar, mas foi um dos momentos mais difíceis da minha vida de tantos outros que passei. Se você imaginar uma casa, o piso, o teto, as paredes, todo lugar, tem marcas profundas das minhas mãos e de tantos outros companheiros. Mas as minhas, talvez, sejam mais profundas porque eu assumi a casa do MDB aos 21 anos de idade, em uma época em que um jovem não tinha voz nem em casa.
O MDB foi a minha bandeira, a minha luta, a minha história e o meu ânimo de prosseguir semeando as esperanças que meu pai iniciou. Mas chegou um momento aqui no RN que eu comecei a ver algumas declarações de que eu poderia não ter legenda do partido para ser candidato. Seria trágico se não fosse cômico. Resolvi conversar com Baleia Rossi [presidente nacional do MDB] e falei do ‘zum-zum-zum’ aqui no Estado. Ele me disse que ficasse tranquilo porque eu tinha uma história junto ao MDB do Brasil, não só do RN”, contou Henrique.
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